Veja todas as novidades
 

 
 

Shutter speed
8/6/2010

What is TRIMIX?
7/7/2010

Conheça e entenda o Obturador de sua câmera
6/18/2010

Mergulho Recreativo Adaptado para pessoas com deficiências na atividade turística no RN: Um mergulho de inclusão
6/16/2010
 
Veja mais artigos



 
Artigos publicados: 69
Usuários cadastrados: 401
Usuários on-line: 8
 
 
 


História da Mina da Passagem

9/19/2009 - por Internet

Data do século XVIII a descoberta do ouro em Passagem. Os bandeirantes, percorrendo os cursos d’água da bacia do Rio Doce, atingiram o Ribeirão do Carmo, no qual localizaram Ouro aluvionar abundante. Subindo o Ribeirão, em típica prospecção por bateia, descobriram em 1719 as jazidas primárias de Passagem. Ao mesmo tempo, pela bacia do São Francisco, subindo o Rio das Velhas, outros bandeirantes, entre eles Borba Gato e Antônio Dias, chegaram à região de Ouro Preto.

De 1729 a 1756, vários mineiros obtiveram concessões para exploração das jazidas. Com o passar dos anos, reduziram-se a um único. Após sua morte, seus herdeiros transeriram a mina, a 12 de março de 1819, ao Barão W. L. Von Eschwege.

Os trabalhos, até então, concentravam-se no Morro de Santo Antônio e eram executados por mão-de-obra servil, a céu-aberto ou mediante pequenos serviços subterrâneos assistemáticos. Recuperava-se o Ouro contido nos Itabiritos, na Jacutinga e na canga Ferro-Aurífera. Segundo a tradição, povoaram as senzalas do Morro de Santo Antônio, 35.000 escravos. As ruínas ainda lá existentes testemunham esse remoto passado.

Remonta a essa ápoca, a origem da lenda do "menino de couro. Poços verticais, em grande número, ainda lá encontrados, ocultos pela vegetação rasteira, eram progressiva e lentamente escavados pelos curumins negros, o suficiente para deixar passar apertado o pequeno corpo. Iam à procura do veio aurífero e neste, da salbanda, espécie de camada intermediária, de fraca consistência, escavável mesmo à mão, e muito rica em Ouro, chegando a atingir 200 g por tonelada de minério. Levavam consigo, esses pequenos escravos, uma bolsa de couro para o transporte do material que suas frágeis mãos retiravam à superfície. Daí o nome, que os mineiros passaram a atribuir à própria salbanda. Diz a lenda que muito ouro saiu de Santo Antônio por esse processo e que muitos desses garotos jazem no fundo dos poços.

Eschwege formou a primeira empresa mineradora do Brasil, sob o nome de Sociedade Mineralógica de Passagem. Construiu o engenho, com dez pilões californianos, ainda hoje em atividade, e estabeleceu o primeiro plano de lavra subterrânea que, com aperfeiçoamento no correr dos anos, ainda é utilizado, sob elogios gerais.

Somente após o ano de 1800 é que se descobriu o ouro nos Quartzitos, nos xistos grafitosos e nos dolomitos, dando novo rumo à exploração de jazidas.

Após anos de prosperidade, o Barão de Eschwege, atraído por novas atividades na siderurgia pioneira, desinteressou-se da mineração do ouro. A Sociedade Mineralógica passou, a 1º de junho de 1859, às mãos do mineiro inglês Thomas Bawden.

Este, depois de trabalhar quatro anos, revendeu-a , a 26 de novembro de 1863, a Thomas Treolar, representante da nova empresa em formação, a "Anglo Brazilian Gold Mining Company Limited", que encampou a Sociedade Mineralógica de Passagem.

A "Anglo Brazilian" adquiriu diversas concessões vizinhas, como Paredão e Mata Cavalos e trabalhou as jazidas de 1864 a 1873, produzindo 753.501 gramas de ouro ao teor médio de 6,89 gramas por tonelada de minério.

De 1874 a 1883, a mina esteve paralisada. A 24 de março de 1883, foi vendida a um sindicato francês, que constituiu a "The Ouro Preto Gold Mines of Brazil Limited". A nova empresa operou com grande sucesso até março de 1927, quando foi vendida ao Grupo Ferreira Guimarães, banqueiros de Minas Gerais, e transformada, em maio do mesmo ano, na atual Companhia Minas da Passagem.

A Companhia Minas da Passagem operou regularmente até 1954. De então, até 1960, esteve paralisada. Tentativas de reabertura, de 1959 a 1966, resultaram infrutíferas.

De 1967 a 1973, novamente paralisada. A 19 de dezembro de 1973, o Grupo da Companhia Anglo Brasileira de Construções adquiriu o controle acionário da Companhia Minas da Passagem, sem ter tido sucesso nas tentativas, então desordenadas, de desenvolver o empreendimento.

Em setembro de 1976, os então majoritários, reconhecendo o insucesso de suas tentativas, instaram com o Dr. Walter Rodrigues, no sentido de que este assumisse o controle acionário, bem como organizasse administrativamente a empresa.

De então para cá, a empresa foi saneada financeiramente e ordenada administrativamente, encontrando-se hoje, depois de esforços e lutas, em posição equilibrada e próspera.

A mineração de ouro se tornou inviável, porém a Mina da Passagem estava fadada ao sucesso com a exploração de um novo filão : o turismo. A mina foi aberta à visitação, proporcionando aos turistas do mundo todo, que chegam em grande número, a oportunidade única de ver de perto os resquícios do passado histórico e glorioso de Minas Gerais.

O passeio pelo seu interior é curto mas nem por isso as emoções são pequenas. Logo na entrada da mina, a primeira surpresa. Os visitantes são acomodados em uma vagoneta sobre trilhos - o mesmo veículo utilizado pelos mineradores desde a fundação da mina, no século passado. A descida até a entrada é íngreme e emoldurada por vegetação densa. O Carrinho desce lentamente, levado por um cabo de aço movido por ar comprimido.

Depois de três minutos de descida, começam as andanças pelos onze quilômetros quadrados da mina aberta à visitação. Lá embaixo, os guias orientam as visitas, revelando curiosidades. "Para conseguir de 12 a 30 gramas de ouro, era preciso retirar mil quilos de pedras do interior da mina", conta o guia Antônio Jacinto Sena. Ele aponta para restos de exploração. Como os pilares de quartzito, que ainda sustentam toda a mina.

Caminhando pelo interior da mina, é possível encontrar cenas ainda mais curiosas. Em uma piscina, formada pela infiltração da água de galerias subterrâneas, a imaginação voa alto. A água cristalina e parada cria a ilusão de que o teto está unido ao fundo da piscina. No reflexo as formações rochosas ficam anda mais interessantes.



Fonte: divegold.com.br

DigitalSub Página Inicial Fotografias Vídeos Operadoras de Mergulho GuestBook Papeis de Parede Quem Somos Do It Yourself Mapa do Site Links Selecionados Equipamentos Logbook Parceiros Contato Fotografias Subaquáticas Fotografias de Superfície